Viagem a Budapeste

Na foto:
Eu, super desprevenido – mesmo nada à espera da foto, o parlamento húngaro, a lua e um Opel Corsa que tive de lutar muito para conseguir tirar da foto.
Podem ver mais na seta para a direita.

A meio de Novembro fui viajar sozinho pela Europa Central. Apenas com um bilhete de avião para Budapeste e uma noite marcada num hostel 2 horas antes do meu voo.
O meu objectivo era sair da zona de conforto, também não era preciso sair disparado de um canhão, mas assim foi.

BUDAPESTE

Budapeste é a capital da Hungria (não confundir com Bucareste – capital da Roménia. Para quem confunde sempre as 2: Roménia começa com R, Bucareste tem um R também. Não têm de quê!) e é uma cidade que apreciei bastante.
Divide-se entre Buda e Pest. Eram 2 cidades que se juntaram (juntamente com outra chamada Óbuda) para darem origem a Budapest.

MOEDA LOCAL

Não há euros, há Forint Hungaro.
A parte boa é que 1 euro são 330 Forint, isso é óptimo porque faz-nos sentir que temos imenso dinheiro. “Tome lá mil forints e encha-me a mesa com comida”
“Senhor isso são 3 euros, dá para uma sopa de cenoura só”. Em toda a verdade a comida não é de todo cara por lá.

NO AEROPORTO

Para ir do aeroporto até à cidade apanha-se o bus 100E, não vale a pena irem de taxi! (não há uber lá.) Apanha-se à saída do Aeroporto e tem uma máquina lá ao pé para o comprar. O voo de Lisboa é durante a noite e chega-se a Budapest pelas 5/6 da manhã. A primeira pessoa que eu vi quando cheguei à cidade e saí do autocarro foi um bêbado a cair no passeio. Há quem olhe de lado para isso, eu pensei imediatamente: “amanhã de manhã se tudo correr bem sou eu”.

DICAS GERAIS

Estou a brincar, o sol põe-se relativamente cedo por isso eu aconselho a acordar cedo para aproveitarem o dia. Se bem que esta dica funciona para todos os dias, e não só para quem vai à Hungria em Novembro.

A malta mais jovem (como eu) geralmente fala inglês sem problemas, os mais velhos apenas húngaro (ou também um russo às vezes). Cuidado com scams de mulheres bonitas que se atiram a ti, levam-te a um bar especifico que depois cobra 200 euros por bebida.
Isso comigo não aconteceu.
As que fizeram isso comigo eram feias.

BANHOS TERMAIS

Isto é absolutamente incrivel e aconselho. Tive lá de molho umas 3 horas e saí irritado porque queria mais!
Budapeste é conhecida pela Cidade dos Banhos e tem vários locais onde se pode experimentar Banhos Termais.
A mais famosa e onde eu fui são as Termas de Szechenyi – também conhecida pelos turistas por : Szhezny, Schezeny, Schezeny, Szchezeni. Eu sempre que aconselho ou falo sobre isso acho que nunca escrevi correctamente, nem sequer da mesma forma. Se precisarem de pedir indicações na rua a alguém, de acordo com o site a forma correcta de pronunciar é “say-chain-nee”. Ou então para evitar embaraços vejam no Google Maps a localização e levem uma bússola.

PREÇO

Ora, o bilhete são mais ou menos 20 euros. Inclui uma pulseira para entrarmos e que serve de chave para o cacifo.
Levem fato de banho, toalha e chinelos. Se não levarem (como eu) podem alugar lá. O fato de banho e a toalha quando se devolve recebe-se uma parte do dinheiro do aluguer. Os chinelos ficam para nós.
Tem de se usar sempre fato de banho!
Parece um labirinto, vão perder-se lá dentro, usem a bússola que levaram.
As águas são medicinais e ajudam a uma série de problemas de articulação. Se calhar foi por isso que gostei tanto de lá ir.

SUGESTÕES PARA VISITA

Dou a mesma dica que dei para Nova York – e que na verdade acho que funciona para quase todas – que é: conheçam a cidade por zonas.
Na zona das Termas de Szechenyi (teve estilo mas copiei do texto ali e em cima e colei), têm o Largo dos Heróis, o castelo de Vajdahunyad (nunca a função colar teve tanto trabalho), um parque todo catita, uma estátua do “Anonymous” com uma caneta que se diz que ao tocar na caneta tornamo-nos em melhores escritores. Eu continuo igual por isso acho que apanhei só germes.
Em frente ao Largo dos Heróis e até ao centro têm a Andrassy Ut, a avenida mais famosa de Budapeste e muito bonita também.
Nessa avenida existe um museu chamado “Casa do Terror”, que eu aconselho se museus forem a vossa cena.
Se forem têm outro que é o “Hospital on The Rock”, na zona Buda do outro lado do rio, onde também têm o “Castelo” e o Fishermans Bastion. De resto percam-se pelo centro: Parlamento, sapatos no Danúbio e aproveitem a arquitectura incrível de Budapeste!

RUIN BARS

Ruin Bars é um conceito que começou em Budapest com o bar Szimpla Kert.
No fundo são bares em prédios antigos e abandonados com uma decoração vintage alternativa.
E por alternativa quero dizer que quanto menos sentido fizer melhor.
Basicamente é como se pesquisássemos no eBay os produtos vintage que lá foram colocados à venda recentemente, compramos tudo e metemos num bar.
Nada combina, mas tudo faz sentido. Quando lá entramos não temos a certeza se é um bar ou se vamos beber um copo a uma loja de antiguidades.

PUB CRAWL

É giro também à noite fazer um Pub Crawl de Ruin Bars. Muitos hostels organizam isso e geralmente vai-se a quase todos menos ao Szimpla, mas eu aconselho ir a esse durante o dia porque dá para ver tudo melhor e há muito menos confusão.

EVENTOS EM RUIN BARS

Muitos desses bares são muito mais que isso, frequentemente organizam eventos (como mercados, projecções de filmes ou concertos) para juntar locais e turistas e servir de ponto de referência para a cultura húngara. Consultem os eventos nos dias que lá forem. Fui ao Szimpla (notem como já nem uso o nome todo, parece que somos amigos) a um domingo e apanhei lá um Mercado com produtos locais. Como é óbvio planeei isso, não calhou. Eu até costumo ver todos os dias os horários de mercados. Não, mas a sério, Óptimo para experimentar alguns produtos locais. Isso e para petiscar à borla.
Na rua do bar há ainda um restaurante de um chef famoso que disse que boa comida não tinha de ser só cara, então criou uma espécie de restaurante fast food barato mas com muita qualidade! Nessa mesma rua há ainda um mercado de ‘street food’ com muitas coisas diferentes para experimentar.

Isto tudo para dizer que aconselho vivamente essa experiência.
Apesar de parecer às vezes que vamos beber copos para casa da nossa bisavó (mas sem naperons, prometo), é realmente incrivel. E ainda por cima super fotogénico, mesmo a pedir chapas para aqueles likes no insta (cof cof).

 

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